Hail
Tempos barrocos em minha vidinha sórdida: meu trabalho é ao mesmo tempo tedioso e super estressante; o tempo se arrasta vagarosamente e a um piscar de olhos já é segunda-feira; minha alegria inexplicável se confunde com a tristeza de viver; as idéias borbulham em minha mente, mas não consigo concretizar nenhuma. Sabe-se lá o porque tamanho contraste, mas a nitidez de tal fato não se pode negar. Bom, vamos ao post de hoje: um dia eu ouvi que algumas pessoas nunca morrem. Quando pensei nisso pela primeira vez achei uma grande merda, conversa para “cult” dormir, mas refletindo depois vi que o grande merda era eu por pensar isto. Como seres humanos seguimos um ciclo na terra que se acaba quando nosso simbionte morre. Depois disto, como a maioria das pessoas, somos esquecidos. Porém a algumas pessoas que nunca morrem e que para sempre vivem neste mundo, não de uma forma carnal, mas sim na memória das pessoas. Grandes figuras, que por fatos positivos ou negativos se perpetuaram e ate hoje vivem entre nós. Porém me encanta mais aqueles que poderiam sim passar desapercebidos pela historia, pois não são citados em nenhum livro escolar ou obra literária, mas eles vivem eternamente em pequenas castas – seja ela uma família, uma pequena cidade ou um grupo de indivíduos - que por méritos próprios fizeram de sua vida merecedora para se perpetuar entre estes indivíduos, onde a historia de sua vida é passada de gerações a gerações, ate ele virar uma lenda dentro desta casta. Como membro de uma família muito grande e residente de uma pequena cidade, presencio a eternidade de algumas pessoas desde pequeno, mas nenhuma figura é mais marcante do que meu bisavô, Sr. Otávio Rodrigues Ferreira. Este cidadão era um homem simples e de modos rústicos, que trabalhava em sua juventude como amansador de mulas, porém se tornou um dos maiores plantadores de café do norte do Paraná, fazendo historia também no âmbito político e cívico. As historia deste senhor a mim são passadas desde que me conheço como gente, historias lendárias e um tanto quanto comoventes, mas isto não vem ao caso. Por isso uma das coisas que me preocupa é se um dia vou ser digno de ter algum fato de minha vida lembrado, se alguma coisa que eu fizer será contada em uma roda de amigos ou em uma reunião familiar, enfim se viverei para sempre.
Escrito por Hammerhead às 01h18
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