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Um Brinde a Mediocridade da Vida


Textos que eu fiz a algum tempo.... mas fiquei com vontade de postalos de novo!



A Sombra do Covarde

Delicie-se com tua derrota, maldito perdedor
Tua infame e asquerosa mediocridade me enoja
Há ti só lhe restou a dor e a agonia
Alma ferida, honra destruída
De que adianta tua infame vida,
Agora que a derrota e tua única amiga?

Como um porco tu és tratado
Onde quer que vá, olhares te cercam
A sombra da derrota o acompanhará
E de nada valerá teu passado glorioso
Mas não ira restaurar tua honra?
Onde vai agora, desgraçado?

Tua gloria só depende de você
E a vingança é a única saída que lhe resta
Não seja um covarde escondendo-se para sempre
Que o sangue de teu inimigo lave tua honra
E que teus amigos para sempre o louvem
Pois o grande nunca se esconde

Seja como um guerreiro das trevas
Não tenha piedade nem compaixão
Tua alma é negra e teu coração de pedra
Que tua sombra seja o pesadelo para todos
E para sempre tu será lembrado
Como o forte que nunca desistiu

Que o sangue escorra de tua boca como o vinho
Enquanto saboreias a carne dos malditos
Aos gritos de piedade dos covardes
Sinta o ódio queimando em tua alma
Pois quando o ultimo homem cair ao chão
Serás o vitorioso guerreiro das trevas

(Depois que terminei esse texto me lembrei de um fato que aconteceu em minha cidade a algum tempo: Tinha um garoto chamado Dadona. Sempre que saia de seu trabalho três idiotas o cercavam para lhe humilhar e roubar, até que um dia cansado de tudo isso ele pegou a arma de seu pai e dois deles tiveram adiantada a sua passagem para o inferno. Hoje ele está a espera de seu julgamento em liberdade.)



Messias da Agonia

Legião de desgraçados rumo ao precipício
Corpos putrificados caem queimando e ardendo
Ao fogo do inferno são lançados
Gritos de suplica são proferidos
Em vão tentas fugir em busca de esconderijo
Mas nada adiantará pois eu estou aqui

Seus gritos apenas satisfazem meu ego
Olhe para o céu e clame teu messias
De nada vale tão vã tentativa neste reino
Agora eu sou teu mestre e nada me impedirá
Tua arrogância a ferro e fogo apagarei
E somente a dor sentirás

Sinta minha espada em tua carne entrar
E meu machado teus membros arrancar
Sentiu algum dia de tua vida tamanha agonia?
Para quem gritas socorro agora?
Gargalhadas solto enquanto seus ossos quebro
Delicio-me com teu sangue até me enjoar

Acorde princesa, no inferno você está
Se ajoelhe quando teu mestre passar!



Boneca de Porcelana

Alvo e belo semblante sem vida
Sinto tua carne fria ao chão repousar
Tua face sem expressão agora está
Olhos parados ao nada visar
Choro sem ter um porque
Tua vida em minhas mãos se foi

Agora és uma boneca de porcelana
Bem mais bela sem vida estás
O último beijo dar-te-ei
Quando a sete palmos prestes estará
Agora sim vejo o que me deu mulher
Louco amor nada trouxe

Lamento deixar-te aos vermes
Mas tudo isto era preciso
Não me alegro nem um pouco
Mas do outro lado te verei um dia
Pois a certeza do beijo da morte
Para mim é clara e concisa

Ainda posso vê-la em meus sonhos
Andando pelo gramado aonde te enterrei
Pulsos cortados, sangue derramando
A vida vale mesmo a pena?
Quero ver-te de novo princesa
Nós vamos nos encontrar hoje



Beleza Maldita

Como doce raio de sol me ilumina
Tua beleza inigualável a todos admira
Olhos do mais puro cristal da terra
Deusa da noite a me enfeitiçar
Desejo tua alva e doce carne
Eterna estrela da manhã de primavera

Mas o que é afinal tua grandiosa beleza?
Semblante de plástico sem cérebro
Grandiosa face sem conteúdo
Encanta meus olhos como ninguém
Mas nada me vale tenra juventude
Se o tempo aos poucos a levará consigo

Velha e feia um dia ficarás
A beleza que goza hoje esvaecerá
E nada poderá fazer para mudar isto
Cruel destino que implacável chega
Somente aproveitaste de tua beleza
E hoje o que és afinal? O que?

Modesto funeral te espera
Os poucos parentes não choram
Nada fizeste para ser lembrada por eles
O caixão fechado esconde teu cadáver
A foto na tumba é tua única lembrança
Antiga ainda mostra tua beleza maldita


Escrito por Hammerhead às 00h20
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